Autoimagem não tem photoshop!*

O post de hoje começa com um desafio: vá até a banca mais próxima e observe as capas das revistas femininas.  Ou dê um clique no vídeo abaixo.

Fica muito difícil se sentir bonita num mundo onde o nosso parâmetro de comparação NÃO EXISTE, né? Essas mulheres retratadas SEM RUGAS, SEM CICATRIZES, SEM PINTAS, SEM UM FIO DE CABELO FORA DO LUGAR foram montadas para vender. Um padrão de beleza que nós nunca vamos atingir vende desde revistas, cremes, tratamentos e até cirurgias plásticas.

barbie real
Barbie e sua versão com as medidas de uma mulher padrão

Somos doutrinadas desde pequenas a nos preocuparmos com a nossa aparência. Aprendemos que devemos investir nosso rico tempo e nosso escasso dinheirinho para corrigir “imperfeições”. Precisamos tratar /corrigir/ mudar o nosso corpo, a nossa pele, o nosso cabelo, os nossos cílios (!), os nossos dentes, a nossa barriga, a nossa bunda… Somos pedaços, partes desconectadas de um todo. Somos BUNDAS, PEITOS, COXAS, ABDOMENS, DENTES, CABELOS.

Num mundo em que a cada semana surgem novos defeitos para gente consertar, construir uma autoimagem completa e não-fragmentada é um trabalho e tanto!!!  Não estou falando para a gente parar de se depilar e fazer uma fogueira com os nossos sutiãs. Questões envolvendo peso e aparência física são muito mais complicadas do que isso!! Eu – por exemplo – levei 15 anos, milhares de reais em cremes anti-celulite que nunca funcionaram, um distúrbio alimentar e um implante de silicone para entender que autoimagem vem de dentro e não do que eu vejo espelho!

E essa construção ainda não terminou e eu acredito que este seja um #projetopravidatoda, não apenas para o próximo verão. Até porque esse projeto requer um esforço mental muito maior do que aumentar os pesos na academia. Requer nadar contra a maré.  Demanda focar em você mesma e mais ninguém. Mas vale a pena! Eis algumas coisas que me ajudaram e que estão me ajudando nessa busca. Olha só:

#BÍCEPSNÃOÉCÉREBRO:

Leia! Leia muito! Principalmente para tentar compreender como e por que os meios de comunicação são da maneira que são. Nesse ponto, a faculdade de jornalismo me ajudou a formar um pensamento crítico a respeito de como a beleza e os ideais de saúde são formados na nossa sociedade. Mas você não precisa passar 4 anos dentro de uma sala de aula para isso. Eu super indico os livros do Gilles Lipovetsky, principalmente “A FELICIDADE PARADOXAL – Ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo” para quem tem interesse no assunto.

Conhecer o feminismo também contribuiu muito para a construção da minha autoimagem. Não, o feminismo não é um monte de mulher mal amada que não se depilam. Muito pelo contrário! O feminismo celebra a diversidade entre as mulheres e nos dá ferramentas para pensar e resistir às mensagens culturais lavagens cerebrais sobre o nosso corpo. Leiam“O MITO DA BELEZA” de Naomi Wolf.  É libertador! 

O CORPO COMO INSTRUMENTO E NÃO COMO OBJETO:

Quando passamos a dar valor ao que o nosso corpo pode FAZER, além do que ele pode PARECER a gente se dá conta do imenso poder que ele tem. Podemos dançar, nadar, correr uma maratona, subir numa árvore…  podemos inclusive gerar outro ser humano, carregar ele por 9 meses e alimentar ele com o nosso próprio corpo. Isso não é incrível???

Desafie-se a ser muito mais do que uma bunda. Quebre seus próprios limites! Esse ano, por exemplo, eu me desafiei a encostar a mão no chão. Parece bobo, né? Mas para quem tem o alongamento de uma senhora de 95 anos como eu, é um desafio imenso! Eu preciso superar as limitações dos meus músculos e a vergonha de não conseguir executar o exercícios do jeito que a professora faz. E, aos poucos, eu estou conseguindo! Em poucas aulas já sai dos 25cm para os 16cm do chão. E viva o Pilates! \o/

ESPIRITUALIDADE:

Esse é o tema um tanto quanto controverso, mas não posso deixar de falar sobre isso aqui no blog, pois ele é uma parte importante da minha busca por uma vida melhor. Antes de mais nada, ESPIRITUALIDADE – ao meu ver – não está necessariamente ligada a religião. A espiritualidade –  budista, católica, protestante ou espírita, não importa – faz com que a gente perceba que o mundo gira muito além do nosso umbigo e da nossa barriga, seja ela positiva ou negativa. ;-)

 

* Esse post faz parte de um projeto de BLOGAGEM COLETIVA. O Santa e mais 7 blogs vão se reunir uma vez por mês para discutir um tema diferente. Nos links abaixo, vocês podem encontrar a opinião de cada uma dazamigues Fitbloggers sobre “Autoimagem”.

fit

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28

Jan

  1. Adriana Abbud 28/01/2014 às 16:50

    Van, vc é linda!!!!! Incrível como vc é encantadora escrevendo. Qualquer assunto com vc é leve! Vc é positiva ao contrário de outros blogs que já li… Vc é de verdade! Eu nunca tive problemas com meu peso, porém nunca me alimentei de forma saudável e vc esta me ajudando muito! Só sinto falta de ver mais vc nas fotos de rosto e corpo inteiro! Obrigada!

    • Vanessa Musskopf 28/01/2014 às 18:03

      Oi Adri! Obrigada pelo carinho e fico super feliz em saber que a Santa está te ajudando de alguma forma a mudar teus hábitos pra melhor!! Tamo junto!!!
      Quanto as fotos, você não é a primeira que me fala isso! hahaha! Mas a verdade é que eu evito mesmo postar selfies ou fotos na academia. Teve um tempo que eu postei mais. Sei lá… eu acho que inspiração pode se dar de diferentes maneiras, entende?
      Beijão!!

  2. Mariana 28/01/2014 às 17:02

    Ai, mais um pra coleção “OBRIGADA, VAN”!!! Em pré-defesa de doutorado, com o cérebro fervendo, e sem conseguir pensar em “barriga chapada” ou “maratona”, foi um alívio ler isso no meu “break”… Pq nosso corpo não só é capaz de correr, nadar e gerar, mas tb de produzir conhecimento mto importante! (trabalhei com fibromialgia no doutorado, e sei a importância desse conhecimento para as minhas pacientes….)…
    #fãdecarteirinha do seu blog! Obrigada!

    • Vanessa Musskopf 28/01/2014 às 17:43

      Com certeza, Mari!! Nós mulheres somos capazes de muitoooo mais. Arrasa nesse doutorado aí!!! Sucesso e boa sorte na defesa!!
      Beijão e obrigada pelo carinho!

  3. Biessa 28/01/2014 às 17:13

    Não vejo nada de errado em querer ter uma bunda sarada ou uma barriga retinha. Mas somos mais que isso! Sinto que fui julgada na minha busca pela magreza, como se fosse futilidade. Mas pra mim não é. Teve a questão da saude, antes de tudo – comecou la em maio de 2012 quando eu viajei e diquei mto frustrada com as dores que senti, com as limitações que meu peso me impôs. Demorei meses pra fazer algo, mas fiz. Nunca tinha tido alterações nos exames mas penso: tinha 26/27 anos, será que continuasse com aquele peso chegaria saudável aos 30? Vai saber.

    Mas hj eu ja me sinto bem mais saudável e gosto da sensação de me superar, de ver meu corpo melhorar, de sentir minha bunda levantar tb, pq não. rs

    • Vanessa Musskopf 28/01/2014 às 17:18

      Oi Biessa!
      Não se sinta julgada, pois não estou julgando ninguém! Estou analisando a nossa sociedade e como ela pode ser cruel com nós mulheres!
      A primeira coisa que me fez buscar um novo estilo de vida foi o espelho também!! E depois eu vi meus exames e levei um verdadeiro susto! Se tratava muito mais do que uma vaidade!
      É claro que é bom ver tudo no lugar, ninguém é HIPÓCRITA em falar que não! Como eu falei no texto, até silicone eu já coloquei. Mas hoje eu percebo que autoimagem e como a gente se sente tem que ir muito além do espelho, entende?
      Beijo

      • Biessa 28/01/2014 às 18:30

        Não, não me senti julgada em nada com seu post. Pelo contrário! Acho que me expressei mal. Digo que não vejo mal em buscar o valor estético, mas que não podemos ser só isso. Temos músculos? Temos! Mas também temos coração, cérebro e alma. E descuidar destas outras partes pra focar APENAS na estética não faz sentido. Nos faz pessoas vazias.
        Quando disse que me senti julgada, foi durante o processo de emagrecimento. Como se eu fosse fútil por buscar melhorar meu corpo – e nem era só o corpo, era a saúde também.

        Eu já comentei isso antes, mas nunca me senti feia nem com 22kg a mais. Minha auto-estima não era das piores – tinha lá seus abalos, mas quem não tem? Então minha autoimagem não era tão ruim antes, e claro melhorou. E melhorou também o jeito que eu me vejo: me vi mais corajosa e mais capaz de realizar. Antes eu me sentia meio loser, aquela que largava tudo pela metade. Emagrecer foi algo que trouxe isso, além da saúde fisica. Trouxe saúde mental.

        Trabalhei com celebridades vários anos, ainda trabalho em uma grande emissora e circulo perto das celebs… E sei como o photoshop é cruel, criando mulheres de cera. Elas são lindas, mas são humanas. Tem espinha, umas ruguinhas, culote, tudo que qualquer uma de nós tem. Eu sempre digo que quero melhorar pra ser o melhor que eu puder ser – mas claro dentro da minha realidade e do meu biotipo. Pq eu adoraria ser magrinha como a Grazi Massafera, mas não nasci assim. Tenho pernas grossas, sou baixinha, meu tipo físico é outro. Vou ficar almejando algo que nunca poderei ser? Não! Vou melhorar o que puder, afinar as pernas pra me sentir mais confiante ao usar short (moro no Rio e usar short é obrigatorio nesse calor rs), endurecer os musculos pra me sentir mais bonita. E sabendo que essa escolha me trara beneficios no futuro, pois é sabido que quem se alimenta melhor e se exercita tem beneficios na velhice.
        Também tenho em mente sempre que tudo isso é temporário, pois todos sofremos com o tempo. Rugas e a gravidade vem para todo mundo! A outra alternativa é pior, então quero envelhecer com saúde, com musculos fortalecidos pra carregar meus netinhos nos braços, pra manter a coluna ereta e o coração feliz!
        UFA! Um testamento! rs
        Adoro esse tema. Acho que temos mesmo que discutir e mostrar que somos bonitas, cada uma a seu jeito. É mto triste ver meninas se matando pra se colocar num padrão irreal, mulheres fazendo cirurgias e morrendo pra se lipar, etc. Claro que tudo é consequencia de uma sociedade doente, que nos diz: seja mto magra; mas por outro lado incentiva: tome agua açucarada e cheia de aditivos, coma congelados, coma fast food. Meio bipolar né?
        Beijos

        • Vanessa Musskopf 28/01/2014 às 18:51

          UFA! Ainda bem que você entendeu a mensagem! \o/
          Adorei o “testamento” (Hahahaha!) e me vi em cada palavra!! Também nunca me senti feia estando gordinha, mas o olhar “do outro” foi muito cruel, principalmente pq na época em que eu engordei, eu trabalhava como apresentadora. Cheguei a ouvir que precisavam aumentar a tela pra eu caber!!! Imagina… É claro que me deixou triste! Eu pensava: “Poxa, eu continuo a mesma profissional dedicada, empenhada e tudo que as pessoas conseguem ver são minhas bochechas, meus braços e minha barriga?”
          Emagrecer também fortaleceu a minha autoimagem, mas é um trabalho constante, pois como você disse: se a gente só focar na estética, ficamos vazias!!
          Ahhh e esse livro do Lipovetsky que falei trata justamente dessa nossa sociedade bipolar que quer tudo rápido (FAST FOOD), mas quer saúde, paz de espírito! Vai entender! ;-)
          Beijos

  4. Jackie 28/01/2014 às 17:32

    Apesar de ter um blog sobre beleza e trabalhar com isso tbm (sou dona de uma loja de cosméticos) eu entendo sua reflexão, eu tbm ‘luto’ contra a balança a anos, e concordo que a gnt tem que procurar qualidade de vida ao invés de querer cortar os pulsos toda vez que uma atriz sai perfeita na capa da revista

    Bacana o post e muito legal a ideia da blogagem ‘fit’

    Bjkas

    • Vanessa Musskopf 28/01/2014 às 17:36

      Oi Jackie!!! Sim, até pq a gente sabe que aquela perfeição ali tem maquiagem, luz, photoshop… hehehe!
      Beijão!

  5. Mirian 28/01/2014 às 17:59

    Querida Vanessa , simplesmente tu sempre se superando e dando uma lição de vida linda .
    Adorei esta iniciativa de discutir o tema , pois nós mulheres somos manipuladas e colocadas dentro de uma prisão e nem se quer percebemos como isso acontece .Acreditamos que o padrão de beleza que buscamos é uma necessidade nossa que vem de dentro , quando na verdade nos é colocado a forceps com um aroma enebriante fazendo que nem sintamos a dor desta agressão.
    É assim que esquecemos que é bom ter vaidade que a gente tem que gostar de ser diferente e não igual , que cada um tem que ser livre pra escolher e não se sentir excluído , afinal que mundo chato e monotono seria se não houvesse o diferente pra se escolher .
    Como diz aquele ditado adaptado pro gauches : que seria do inter se todo mundo só gostasse do gremio .?!!!!!
    Hahahaah Pois é é assim e eu gosto de minhas ruguinhas pois elas falam da minha história de vida , mas é claro que eu uso cremes pra retardar e melhorar minha” face ” , mas tudo sem paranóias . :).

    (¨`·.·´¨) I
    `·.(¨`·.·´¨)Love
    `·.¸.·´ You

    • Vanessa Musskopf 28/01/2014 às 18:12

      É verdade, Mi!
      A gente acredita que essa busca pelo padrão é uma coisa nossa, mas nós fomos educadas assim… Como disse a Simone de Beauvoir: “não se nasce mulher, torna-se mulher”. Só que num mundo onde a menor das rugas é photoshopada se criou uma busca pelo IMPOSSÍVEL, pelo IRREAL!!!
      Claro que a gente quer olhar no espelho e se gostar! Isso é saudável, mas precisamos aceitar que a perfeição não existe.
      Outro dia li uma frase muito legal: “AS RUGAS ESTÃO ONDE OS SORRISOS ESTIVERAM”. Não é lindo?
      Beijos!

  6. Erika Elenbaas 28/01/2014 às 18:50

    Vanessa, que post maravilhoso!

    Você sabe o quanto eu defendo um olhar mais realista e crítico à mídia e às informações que processamos todos o dias. Você tocou em um ponto tão importante ao falar do poder do conhecimento no despertar desta consciência! Eu também acredito que este é o melhor caminho para a autoaceitação e para o aumento da autoestima.
    “O mito da beleza” é um dos meus livros de cabeceira e também, e foi um achado.
    Parabéns pela iniciativa de vocês em se reunirem para tocar em um assunto tão importante.

    Estamos juntas por um mundo mais gentil com as mulheres.

    Beijos e sucesso!

    Erika
    http://www.brigadeirodealface.com

    • Vanessa Musskopf 28/01/2014 às 18:54

      Oi Erika! Se sei! Você tem uma das visões que mais admiro nesse nosso mundo bloguístico. Feliz por ter encontrado alguém que fale a mesma língua! <3
      Beijão com carinho!

  7. Carol 28/01/2014 às 18:59

    Oi!

    Acompanho seus posts ha muito tempo mas hoje resolvi escrever por aqui! Seu texto foi LIBERTADOR e suas indicações de leitura são sempre muito legais! Hoje vc nos ofertou uma receita de VIDA que deve ser, ao menos, digerida por nós!

    Obrigada!

  8. Taize 28/01/2014 às 20:12

    Adorei o post,é vdd a midia constrói um esteriótipo surreal,e a sociedade abraça , eu tenho apenas 20 anos tenho 167 de altura e 64kg Gorda não estou ,mas quem me conheceu nos 16 anos e com 49kg quando me ve diz q estou gorda,as pessoas nem te dão mais Bom dia,ou pergunta se esta tudo bem,mas quando te ve já diz nossa como vc ta gorda,eu penso meu Deus as pessoas pensam q nosso organismo vai ser o mesmo o resto da vida,que antes era uma menina,eu me mato de estudar o dia todo,faço dois cursos e ainda faço facul anoite,mas a sociedade não liga p isso,ngm me parabeniza por ganhar uma bolsa de estudos,mas sim se eu emagrecer ,ai sim todos comentam. eu fica chateada,mas a parte espiritual e meu marido me ajudam e muito a superar essas coisas . adorei o post vc é linda Van :)

    • Vanessa Musskopf 29/01/2014 às 10:50

      Aconteceu o mesmo comigo quando ganhei peso, Taize! Eu era a mesma Vanessa amiga, batalhadora, estudiosa, mas as pessoas só enxergavam o peso.
      Claro que perder peso me ajudou a recuperar a saúde (eu estava com o colesterol super alto, pré-diabetes) e um pouco da autoestima também, mas perder peso não me fez uma pessoa mais legal, mais feliz ou qualquer coisa desse tipo. Coisas como felicidade, amor, amizade, competência não podem ser medidas na balança!!!
      Bjao

  9. Paula Nanci 28/01/2014 às 21:30

    Maravilha de texto. Excelente reflexão sobre a alienação imposta pela mídia a todos nós.Adorei a indicação do livro. Vou ler.
    Beijos

  10. Alê 29/01/2014 às 11:11

    Amei cada palavra que você escreveu :D Concordo plenamente com tudo, e com o que você preza no blog, de cuidar da saúde, que a estética é consequência do esforço!

  11. Priscila 29/01/2014 às 11:58

    texto maravilhoso, como sempre… amei amiga!
    beijos

  12. Fernanda Francischinelli 29/01/2014 às 14:49

    Eu muitas vezes ainda ando na corda bamba. Tem dia que me acho fora do esquadro, tem dia que me acho linda e assim caminha a humanidade…rs
    Como disse a Biessa aí em cima, eu também não vejo problemas em buscar uma estética melhor, desde que eu me conheça e saiba que o meu biotipo, minha ossatura, minha genética não é o mesmo da minha colega magérrima e que todos nós somos diferentes, graças a Deus. Já imaginou que chatice se todo mundo fosse igual?
    Eu sei que a minha calça “36” vai ser no minimo uma 42 e aprendi a conviver com isso.
    Hoje sinceramente abandonei os exercícios que antes fazia por obrigação porque me dariam um corpo maravilhoso, hoje só faço o que eu gosto e me da prazer em fazer (Pilates e danças).
    As vezes eu acho que isso tudo também tem a ver com a cabeça, a maturidade. Hoje não troco minha cabeça de quase 30 pela minha cabeça de quase 20, pois aprendi o que a vida pode me oferecer de melhor e que o mundo é tão maior do que a gente imagina, que não vale perder nosso precioso tempo com coisas que não nos agrega nada.

  13. Fernanda Francischinelli 29/01/2014 às 14:50

    Ah, esqueci, sobre dica de leitura (não tem a ver com o tema deste tópico, mas tem a ver com o blog), já leu o livro “Prato Sujo” da Superinteressante? Pra quem gosta de conhecer sobre a industria alimentícia e o que esta colocando no prato, eu recomendo!

  14. Júlia Meirelles 29/01/2014 às 16:28

    Vanessa, o seu blog está nos meus favoritos! É muito bom saber que existe essa corrente do bem de blogs, de mulheres que trabalham, estudam, pegam ônibus, têm filhos… e SE PERMITEM! Isso é o mais importante. Confesso que, com o advento das redes sociais, sigo algumas das “musas fitness” só que, ao invés disso me deixar motivada, me deixa PUTA DA VIDA porque, poxa, quem tem disponibilidade pra ir numa academia à tarde? E fazer uma compra de supermercado de mais de R$200 TODA SEMANA? Isso é frustante, porque eu não me identifico com essa realidade.
    Por isso, agradeço mais uma vez por todas as suas postagens. São feitas por uma pessoa real, do bem, que mora de aluguel, se vira nos 30 e dá dicas PLAUSÍVEIS pra realidade de 8 entre 10 brasileiras.
    Beijos, com muito carinho!

  15. Bia 29/01/2014 às 17:57

    Ai Vanessa, quanto mais a gente pira nessas coisas, mais se acha feia. Eu vejo fotos minhas com 6kg a mais e me acho uma bola! (eu sou bem pequena, 6kg em mim dá pra notar a 1km de distância! rs)
    Daí eu lembro que eu tava feliz, sabe. Me achava linda e gostosa. E era! Depois que eu dei uma emagrecida, já odiei muito mais meu corpo do que odiava naquela época. Eu tava tão feliz “mais gordinha” que não enxergava a barriga escapando por fora da blusa.
    Esse culto ao corpo é feito pra pirar a gente, pra nos fazer consumir, e vamos combinar, somos mais espertas que isso, né? Não vamos deixar que se aproveitem das nossas fragilidades não!
    Não sabia que vc era jornalista. Agora gosto mais ainda de vc, colega :)
    Beijos

    • Vanessa Musskopf 29/01/2014 às 18:08

      Eu logo desconfiei quando vi no teu email a palavra “jornal”! hahaha ;-)
      Pois é… nós – mais do que ninguém – sabemos do que a mídia é capaz, né? Mas atire o primeiro creme anti-rugas quem nunca se deixou levar por uma propaganda bem feita! O lance é tentar fortalecer quem a gente é pra não ser levada por essa paranoia coletiva!
      Beijão!

  16. Isadora 01/02/2014 às 01:13

    Adorei o texto e todas as dicas de leitura, é uma discussão muito bacana. Acho saudável mudar hábitos e etc mas confesso que ando cansada e blogs e instas que só cultuam a parte estética do corpo, falando em abdômen sarado e “bunda na nuca” . Aliás essa expressão e péssima! Rsrsrs. Adoro seu blog e todas as reflexões que propõe!

  17. Flavia 21/04/2014 às 04:45

    Vanessa, que post ótimo! Espero que tenha sido muito lido.
    Se garotos, garotas, homens, mulheres lessem Naomi Wolf, nossas relações e valores seriam tão mais interessantes, justas e ricas!
    Como você, também passei por esse processo de desconstrução dos valores estéticos (que tb vai durar pra sempre) e depois disso tenho me considerado muito mais dona de mim. Empoderada mesmo, sabe? Todo mundo deveria experimentar isso.
    Eu realmente fico muito feliz e otimista quando vejo que blogueiras de beleza, moda e comportamento tem citado questões de gênero e feminismo. Isso me enche de esperança, de verdade. Obrigada.

    • Vanessa Musskopf 27/04/2014 às 00:18

      Oi Flavia!
      Obrigada pelo comentário! Definitivamente ler Naomi foi uma das melhores coisas que pude fazer por mim mesma! E compartilhar isso eh um dever. Afinal ser mulher vai muito além do #lookdodia. ;-)
      Beijao!!

  18. Carolina 04/08/2014 às 12:53

    Te admiro demaaaais! Minha “luta” por um corpo mais saudável começou em janeiro quando com 1,58 me vi pesando 62 kgs (MUITO para a minha estrutura) desde então estou tentando comer melhor, já que sou propensa a ter diabetes … Hoje estou com 53 kgs, muito mais feliz e sem dieta, apenas fazendo as pazes com tudo que faz bem, e NUNCA, DE FORMA ALGUMA falo que estou de dieta, esta palavra já é uma frustração por si só.